A jukebox dos Leitores

Continuamos com o pedido de uma leitora, mas recuamos até à década de 1960, mais concretamente a 1964 (apesar da sua memória estar associada à década de 1980), para ouvir You’ve lost that lovin’ feelin’ dos Righteous Brothers.

Nasci no final da década de 70, por isso sou dos que brincava no pátio com os vizinhos e sonhava no sofá, em frente à televisão, já a cores.

Se os 80 foram recheados de desenhos animados com canções de abertura que canto até hoje, os 90 foram anos de uma adolescência vivida com as bandas sonoras dos filmes românticos. Muitos trazidos da segunda metade da década anterior, é certo.

Tenho a sorte de ter um pai sensível à música, mas sobretudo às canções. Frequentes vezes nos lembrava a sorte que tínhamos por saber inglês, para percebermos se não trauteávamos um qualquer disparate. Também nos chamava a atenção para algumas letras em português. Quer pela riqueza e plasticidade das frases, quer pelo humor.

Dos vários filmes que vivem na minha memória, o Top Gun encabeça o topo da lista dos mais vistos. Os três meses de férias de verão davam tempo para tanta coisa….

Se disser que não sei a letra do repetido e repetitivo sucesso meloso “Take my breath away” dos Berlin, não me cresce o nariz, mas minto. No entanto, ali no inicio do filme, a cena do karaoke no bar tinha a canção de que mais gosto no filme.

Conheço-a na versão dos The Righteous Brothers, que cantam um outro hit, muito mais conhecido “Unchained Melody”. Contudo confesso que estas promessas e súplicas do “you’ve lost that lovin’ feellin” já foram ouvidas em repeat um número de vezes que, muito provavelmente, lhes confere um cimeiro lugar no pavilhão auditivo e memória.

Aqui ficam os Righteous Brothers!

E quem quiser recordar a cena do filme, pode fazê-lo aqui!

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A Jukebox dos Leitores

Começamos o ano com a sugestão de uma leitora: New Year’s Day, o primeiro single, editado em Janeiro de 1983, do álbum War dos U2.

Os U2 são, para quem nasceu na década de 1970 e gosta de pop/rock, uma referência quase incontornável.

O álbum War, gravado em 1982, catapultou-os para uma carreira de sucesso, muito à custa de New Year’s Day, lançada a 1 de Janeiro de 1983, algumas semanas antes do álbum.

New Year’s Day tem um ritmo envolvente que convida os pés as mexerem-se, acompanhando o baixo e a bateria, e que a tornou uma das músicas que faziam parte da banda sonora das discotecas durante a minha adolescência e já adulta.

É também uma canção adequada a um ano que começa, altura aproveitada para fazer planos de mudança, pois essa dicotomia entre a permanência e a mudança está bem espelhada nas palavras cantadas por Bono.

Aqui ficam os U2, ao vivo, na tournée americana de War.

E só pelo lado estético capilar da coisa, espreitem este vídeo onde mais do que a música brilham os penteados!

Anda saltar connosco!

Um desvio à temática do Corredor, ou, se calhar nem tanto, motivado por uma publicação do jornal The Guardian no Instagram.

Recordo-me de ser miúdo e ver, algures entre finais da década de 70 e princípios da de 80, um anúncio semelhante a este que encontrei no Youtube, que visava incentivar ao voluntariado no Corpo de Tropas Para-quedistas. Procurava vender-se a aventura que seria voar e saltar de pára-quedas, como forma de cativar os potenciais voluntários.

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Um restaurante com esqueletos!

E não são propriamente dos clientes que se finaram enquanto aguardavam por uma mesa.

A notícia já é do ano passado, mas só hoje é que tivemos oportunidade para a digerir.

No âmbito de um projecto de ampliação do restaurante Solar dos Presuntos, em Lisboa, para o seu logradouro foram feitos trabalhos de arqueologia de salvaguarda e, na sequência disso, foi identificada uma necrópole e um conjunto de vestígios que recua desde a época contemporânea até à época romana.

Será agora interessante perceber até que ponto aqueles vestígios podem ser integrados no projecto de ampliação do restaurante, valorizando-o, à semelhança do que fez a McDonald’s em Itália, com um troço da via Ápia.

A Jukebox existe!

No National Army Museu, no espaço dedicado à forma como a sociedade se relaciona com o Exército Britânico!

A jukebox!

Com uma selecção de canções cuja temática é associada ao Exército, desde o século XVII até 2015, é mais uma forma de procurar estabelecer essa relação entre a forma como a instituição é vista pela sociedade.

Capas de discos e fotos com elementos militares.

E também aqui, não se limitaram a usar a jukebox. O espaço envolvente, está repleto de referências gráficas ao Exército Britânico em fotos de músicos ou reproduções de capas de discos, o que complementa essa ligação que se pretende estabelecer.

 

 

Imperial War Museum

Um nome icónico para os interessados pela História Militar, o Imperial War Museum não pode faltar num roteiro de visita a Londres. Claro que quando há constrangimentos de tempo é necessário escolher qual dos pólos visitar e, neste caso, a opção passou pelo pólo inicial/histórico, instalado no antigo Bethlem Royal Hospital, desde 1936.

O Imperial War Museum foi criado, no entanto, em 1917, em plena Grande Guerra, com o propósito de registar as experiências de guerra, de todos os que foram afectados pelo conflito.

Tal como no National Army Museum, também aqui, houve lugar a uma intervenção no edifício e a uma alteração do programa museológico.

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Jukebox Histórica

Abandonamos a Pré-história para preparar a entrada no novo ano! Para isso, nada melhor que uma música com um ritmo dançável, e com uma voz envolvente.

Depois de uma demorada procura, que levou, aproximadamente, 2 minutos, a escolha recaiu na  canção The Time is Now, segundo single do álbum Things to Make and Do, editado em 2000 pelos Moloko.

Foi o seu single com maior sucesso, atingindo o segundo lugar no top britânico, provavelmente, por potenciar um ritmo dançável e melódico com a voz de Róisín Murphy.