Jukebox Histórica

Voltamos a mudar de continente, regressamos à Europa, para aterrar em Portugal e avançamos serra adentro até Manhouce.

É de lá que nos chega a voz de hoje. Uma voz telúrica que traduz sem artifícios um mundo rural, que lentamente vai desaparecendo.

Isabel Silvestre, foi professora primária, presidente da junta de Manhouce e uma das fundadoras do Grupo de Cantares de Manhouce. Em 1996, lançou o primeiro álbum a solo, intitulado A Portuguesa onde combina alguns temas tradicionais portugueses com versões de canções de autores contemporâneos.

A escolha de hoje recaiu numa das versões: A Gente não Lê, uma letra de Carlos T, musicada, originalmente, por Rui Veloso.  Com a interpretação de Isabel Silvestre a música ganha uma nova força e as palavras parecem tornar-se mais verdadeiras. Transportam-nos para o meio das fragas, dos bosques de carvalhos e pastagens de urze, que fazem parte daquela paisagem.

 

Anúncios

Jukebox Pré-histórica

A escolha das músicas na Jukebox é, na linguagem dos entendidos nos mistérios de futebol, caracterizada por por constantes transições ofensivas e basculações  de flanco. E assim sendo, os nossos fieis seguidores não se vão surpreender que recuemos até 1977, e voemos da Holanda para o Brasil, para a música de hoje.

Passamos, também do metal sinfónico e da voz operática da Simone Simons para a música popular, e para um estilo muito mais emotivo da Elis Regina. Por curiosidade, ambas partilham uma voz de Mezzo-soprano.

A canção escolhida foi composta por Renato Teixeira e gravada por Elis Regina no seu álbum Elis(1977). Chama-se Romaria.

 

 

Jukebox Histórica

Já que o primeiro domingo de Maio é o Dia da Mãe, a escolha de hoje recai numa voz feminina – situação a repetir ao longo do mês – que nos chega da Holanda e dá pelo nome de Simone Simons.

A sua voz de Mezzo-soprano é parte da identidade dos Epica, a banda onde canta desde 2002, e ajudou a fazer dela uma das mais destacadas cantoras no panorama do metal sinfónico e progressivo.

Recuamos até 2003, e ao álbum The Phantom Agony, o primeiro que editaram, para ouvir Sensorium, uma das canções mais interessantes do referido álbum, ainda que não tenha sido lançada em single.

 

 

Jukebox Histórica

Para hoje uma canção relativamente recente, de uma banda mais ou menos obscura, que nos chega do Akron, no Ohio, cidade mais conhecida pela sua fábrica de pneus, do que pelos seus talentos musicais.

Apesar de terem começado em 2006, seria apenas em 2015, e depois de uma série de mudanças na formação, que os Red Sun Rising, veriam editado o seu álbum Polyester Zeal. Até essa altura, foram dando concertos e editaram, de forma independente, dois CD’s com as músicas que iam criando. O álbum Polyester Zeal foi relativamente bem-sucedido, dando origem a 3 singles – dois deles atingiram o primeiro lugar do top Mainstream Rock da Billboard – e, em 2018, a um novo álbum considerado pela Loudwire como um dos melhores do ano.

Seria fácil escolher um dos singles de Polyester Zeal. No entanto, optei por uma das canções que não foi editada como single, mas que é recorrente no alinhamento dos seus concertos, chamada My Muse, depois de ter visto uma apresentação acústica da mesma.

A versão eléctrica, com um início diferente do álbum:

A versão acústica:

Património e gestão: ou dá prémio ou vai ao chão!

A semana passada ficou marcada pelas imagens de Notre-Dame em chamas, que poderão servir de referência, daqui a uns anos, para a pergunta Baptista Bastiana: onde é que estavas…

Mas o património, não se resume apenas aos grandes elementos que são conhecidos a nível mundial, como a Carta de Cracóvia veio estabelecer. Os pequenos elementos patrimoniais, de importância local, são a partir daquele documento considerados peças fundamentais na criação de identidades locais e regionais.

No entanto, dezoito anos passados, essa ideia que serve de base ao documento continua arredada do pensamento da generalidade das pessoas, mesmo quando há exemplos positivos, como ficámos a saber, também durante a semana passada.

Continuar a ler “Património e gestão: ou dá prémio ou vai ao chão!”

Jukebox Histórica

Como prometido, retomamos a programação habitual da Jukebox. Voltamos a uma escolha acidental, desta vez propiciada pelo Youtube e a sua capacidade de ir passando aleatoriamente músicas que podem interessar ao ouvinte.

No caso, o ouvinte acidental até nem fui eu, mas sim um dos meus sobrinhos que, enquanto tentava ligar o wi-fi ao tablet, estacionou a ouvir e desatou a perguntar o que era. Parece que gostou, o que se saúda tendo em conta que foge aos sons da moda, porque repetiu a dose no dia seguinte.

A música chama-se Tabula Rasa, algo que me parece apropriado a um dia que celebra o renascimento, como é o domingo de Páscoa. Faz parte do álbum Tellurian, lançado pelos suecos Soen em 2014. A banda tem como núcleo duro o baterista e o cantor, aos quais se têm juntado os restantes membros até chegarem à formação actual. A sonoridade, essa, tem, igualmente, evoluído mas sempre dentro do rock progressivo com um toque de metal. Quanto ao conteúdo, ainda que com uma abordagem distinta, recorda-me algo que já passou por aqui.

E como voltamos a ultrapassar a barreira cronológica da Jukebox, parece-me melhor aproveitar a Páscoa para a abolir…

Jukebox Pré-Histórica

As escolhas da jukebox podem parecer erráticas e, muitas vezes, são-no. Às músicas que tenho e conheço, juntam-se as que ouvi algures, mas nunca comprei, aquelas que uma pesquisa na net me permite recordar e, às vezes, a pequenos acontecimentos que me lembram uma qualquer canção.

A escolha desta semana será das mais estranhas da programação da Jukebox mas resultou de me ter cruzado, no serão de sexta-feira, com um documentário sobre Marco Paulo.

Inevitavelmente, percorreram os sucessos da carreira e destacaram Eu tenho dois Amores, single editado em 1980 e que foi a canção que mais vendeu ao longo da sua vida artística. Desconhecia que o próprio não gostava da letra, por a considerar repetitiva e sem conteúdo.

Ainda assim, não é difícil associar a letra não àqueles “artistas” com quem, quase de certeza, já todos nos cruzámos que, com um ar devoto, fazem gala em ostentar a aliança; exaltar a sua santinha, que está em casa a tomar conta dos filhos, mas que se esquecem do sexto mandamento, para poder manter o seu arranjinho por fora.

E agora, oiçam por vossa conta e risco! Se a canção ficar no ouvido o Corredor declina qualquer responsabilidade!